Nos tempos do Império do Brazil,
sob o Reinado de Dom Pedro
II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo depois da Inglaterra, teve os primeiros
Correios e Telégrafos de todas as Américas, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas já em 1877 e o segundo
país do globo a ter selo postal;
- o Parlamento do Império Brasileiro ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia imperial brasileira
era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões várias questões diplomáticas como a favor da França,
da Alemanha e da Itália;
- em 67 anos de monarquia constitucional independente tivemos uma inflação média anual de apenas
1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;
- a unidade monetária do Brasil, o mil réis (ou simplesmente Real), correspondia a 0.9 (nove décimos)
de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;
- embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes
entre 1841 e 1889, a dotação para o sustento da Casa Imperial se manteve a mesma até o fim de seu reinado, isto é 800 contos
de réis anuais! E que Dom Pedro II destinava ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai;
- 800 contos de réis significavam 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o
poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês (que péssimo exemplo hein?);
- uma das alegações dos pouquíssimos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles
chamavam de custo excessivo da Família Imperial! A verdade é que esta recebia a metade do ordenado mensal do 1º presidente
republicano, portanto uma grande mentira deslavada;
- Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas
republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos
de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro! Quantia que o Imperador condignamente recusou deixando ao País um
último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou e nem jamais frutificará
na República, e enquanto o Brasil continuar como república - não há vergonha aos dirigentes da nação, como seria necessário
numa república, mas que afinal tínhamos melhor na monarquia constitucional);
- no Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis! O que hoje
eqüivaleria a 5 salários mínimos;
- o Brasil era um exemplo de democracia sim. Votava no Brasil
cerca de 13% da população já naquela época. Na Inglaterra, no mesmo período este percentual era de 7%; na Itália, 2%;
em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto na época, 18%, foi
alcançado pelos Estados Unidos, portanto, nosso Brasil já era o segundo no continente. Na primeira eleição após o golpe militar
que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou (mostrando o grau de descontentamento pelo engano).
Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.
- no plebiscito de 1993 a monarquia recebeu, aproximadamente, sete milhões de votos (13% dos votos
válidos) levando-se em conta que o regime republicano e seus mantenedores anteciparam o plebiscito propositalmente a fim de
evitar o esclarecimento da nação e, nesta época uma pesquisa do DATA FOLHA já mostrava que 21% da população era monarquista
ou simpatizante à causa da restauração..
Quanto à República dos Estados
Unidos do Brasil, sua história
mostra uma forma de governo que não consegue fugir de suas origens escabrosas. Nasceu de uma sedição militar (1889). Implantou
um regime onde a regra era, como ainda é, a corrupção, a degradação dos costumes e o terror.
A historiografia oficial não relata a presença, em nossas águas,
de navios da Marinha dos Estados Unidos da América que, com tiro de peça, atingiram um dos navios do dissidente Almirante
Saldanha (1893). Atingiram também a nossa soberania. E tudo a pedido do mais sangüinário dos traidores, Marechal Floriano
Peixoto, então Presidente da República. (Nos bons tempos do Império do Brasil, eram os nossos navios que iam impor a ordem
onde se fizesse necessário.)
Entremeando esses anos de terror, houve um curto período de
paz. O Presidente Rodrigues Alves (1902-06) era um monarquista. Foi Conselheiro
do Império. Talvez tenha sido o único presidente da República Velha (1899-1930) que realmente fez um bom governo. Destacou-se
pelo combate à febre amarela e pelo desempenho de seu governo na área internacional, onde aparece a figura do Barão do Rio
Branco. (Foi eleito novamente para a presidência em 1918, e como se nota, o Poder subiu-o a cabeça, poderia restaurar a monarquia,
mas não o fez. Faleceu antes de tomar posse.)
O Presidente Afonso Pena teve um governo atribulado (1906-09).
Não terminou o seu mandato. Morreu em junho de 1909 em conseqüência das pressões políticas. No governo seguinte (1910-14)
ecoaram os gritos dos marinheiros assassinados após a Revolta da Chibata. Encontraram a morte por lutar pelo fim dos castigos
corporais (1910). Depois veio a Guerra do Contestado (1912-16). Vinte mil brasileiros mortos! Em seguida, a conspiração militar
contra Epitácio Pessoa (1919-22). O Ex-presidente Marechal Hermes, a quem Epitácio qualificava de "sargentão sem compostura",
foi preso. O Clube Militar foi fechado. No Rio de Janeiro, as tropas legalistas enfrentaram os hermistas nas ruas. O episódio
passou à história como "Os Dezoito do Forte". Os Dezoito eram apenas onze...
O Presidente Artur Bernardes (1922-26) governou sob estado de
sítio. Em seu governo, estouraram a Revolução de 1923 no Rio Grande do Sul e a Revolução Paulista de 1924. Seu sucessor, o
Presidente Washington Luis, foi deposto (1926-30). Foi o fim da República Velha.
Veio a ditadura de Getúlio Vargas (1930-45). Uma nova versão
da mesma história. Outra vez o terror oficial. Perseguições, assassinatos e torturas estavam definitivamente integradas à
rotina de governo.
Após a queda de Vargas, foi elaborada uma nova Constituição(1946).
Tudo parecia democrático (apenas parecia, como hoje parece). Puro engano. Nove anos depois, as origens criminosas da república
falaram mais alto. O Presidente Carlos Luz foi deposto pela força das armas (1955). Os militares tomaram o poder em 1964.
Era a velha história se repetindo. O método republicano foi aplicado à risca. Os mais elementares direitos humanos foram esquecidos.
Foram vinte e quatro anos de regime de exceção.
Em 1988, foi elaborada uma nova constituição. Ainda está em
vigência. Há uma frágil aparência de democracia. Houve o impedimento de um presidente. A corrupção e a ineficiência no governo
continuam. É a "praxis" republicana se repetindo: em tempos aparentemente democráticos, cresce a corrupção e a degradação
dos costumes; em tempos de ditadura, volta o terror.
Desde o golpe militar que reduziu o Brasil a uma república,
em 1889, a democracia tem sido uma presença comum somente nos discursos e uma impressionante ausência na prática. Seus dois
primeiros presidentes não foram eleitos. Os demais, até a ditadura de Getúlio Vargas, chegaram ao poder em eleições duvidosas.
Uma participação popular mínima acompanhando um máximo de fraudes eleitorais.
Desde o fim da República
Velha, há 74 anos, somente três presidentes diretamente eleitos pelo povo conseguiram terminar seus mandatos: Eurico Gaspar
Dutra, Juscelino Kubistchek de Oliveira e Fernando Henrique Cardoso.
Essa é a história da república no Brasil...
O Brasil está deixando de ser
brasileiro. Em toda a vida
da república no Brasil, o servilismo, o incentivo ao domínio estrangeiro de nossa economia, e o desrespeito à nossa soberania, são
uma constante. Hoje, quatro fatos gravíssimos preocupam os monarquistas: o entreguismo; a adulteração de nossa história; a
perda induzida da brasilidade; e a criação de rivalidades étnicas artificiais.
São sábias as palavras do Chefe da Casa Imperial do Brasil,
Sua Alteza Imperial o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança:
"Nossa história oficial
vem sendo reescrita segundo os cânones de desgastadas correntes materialistas. E milhões de nossos jovens são submetidos,
a cada dia, ao ensino de uma contra-história.
Aos poucos, através de
hábeis artifícios psicológicos e propagandísticos, o brasileiro vai perdendo a legítima ufania de sua brasilidade. (...) tudo
sugere que o Brasil está sendo conduzido a padecer de uma gravíssima forma de depressão. Depressão induzida, que ameaça tornar-se
crônica e irreversível.
Os brasileiros, deixando
de estimar o seu próprio país, estão sendo levados a, mais cedo ou mais tarde, se submeterem, como se fossem salvíficas, às
imposições de qualquer organismo internacional. O Brasil acabaria por se envergonhar daquilo que os outros nos invejam.
O desenrolar destes acontecimentos
não caminharia, paulatinamente, para que muitos brasileiros aceitassem a entrega de grandes extensões de nosso território
— por exemplo a tão cobiçada Amazônia —, com a criação de protetorados estrangeiros, como fazem crer certos rumores
que se tornam cada vez mais insistentes e claros até ao nível internacional?
Por outro lado, a indução
artificial a uma rivalidade étnica vem tentando desfazer o clima de mútuo entendimento, isento de preconceitos e rancores
raciais, fruto da miscigenação que aqui se operou com êxito ao longo dos séculos. Em vez de se reforçar a compreensão cristã
que consolide cada vez a unidade brasileira, parte-se para uma política de ressentimento e até de ódio. Parece mesmo que,
entre nossos compatriotas, essas correntes extremadas tentam erguer verdadeiras cortinas-de-ferro psicológicas.
É preciso impedir que a república continue a destruição da brasilidade
e, por conseqüência, do Brasil.
É justo e razoável que um povo, constatando a inadequação da forma de governo
aplicada em seu país, utilize de todos os meios lícitos à sua disposição para substitui-la por outra que lhe parecer mais
adequada.
Nós, monarquistas, estamos cientes de que a forma republicana
de governo não conseguiu organizar o país, ao contrário. Foram cento e poucos anos de retrocesso. Nossa História está sendo
distorcida. Nossos heróis, denegridos. Nossos valores, desprezados, a família destruíndo-se. A construção da nacionalidade,
obra iniciada por Dom João VI, Dom Pedro I e Dom Pedro II, está se perdendo. A cidadania se enfraquece. A brasilidade está
deixando de ser motivo de orgulho para nossa gente. Direitos civis e sociais estão escritos porém esquecidos pelos que de
dever devem aplicá-los. O desemprego cresce. Saúde e educação estão abaixo da crítica.
Não existe segurança. O crime organizado, impune, ameaça a autoridade do governo. Confunde-se o brasileiro o direito
de voto com democracia. Nossas forças armadas estão desprestigiadas (se bem lembrarmos o Exército é o culpado por tudo isso
- desde 115 anos atrás). O entreguismo e o servilismo oficial, incentivam o domínio estrangeiro de nossa economia. A soberania
nacional, proclamada por Dom Pedro I, está comprometida. Pouco a pouco, o Brasil está deixando de ser brasileiro.
É preciso retomar o caminho aberto por nossos soberanos do passado.
É preciso Restaurar a Monarquia Constitucional Parlamentarista do Brasil.
A restauração da monarquia é
o reencontro dos brasileiros com a sua História, com as suas tradições, com o seu destino de grandeza interrompido por uma traição, a traição militar e a traição por
sede de poder dos civis descontentes com a abolição dos escravos pela Coroa Imperial. A alma brasileira é monárquica. Suas
manifestações mais legítimas falam de reis, rainhas, príncipes e princesas. É alegre, musical e colorida. Não se adapta
ao cinza neurastênico da república, que vemos existir somente nos papéis oficiais e na roubalheira geral por meio da corrupção
desenfreada à solta. Tenha fé cidadão. Tenha esperança.
A união dos monarquistas brasileiros nos levará ao caminho aberto
por nossos imperadores em direção a um futuro melhor, mais humano, mais brasileiro.
Como recomenda Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe Dom
Luiz de Orleans e Bragança: "E isto passo a passo, dia a dia. Em uma aurora de ressurreição
monárquica nos mais diversos pontos de nosso território-continente. Aurora que, desta vez ainda, não teve tempo de fazer-se
meio-dia, é certo. Mas também aurora que despertou uma generalidade de entusiasmo, o qual com ritmos crescentes e recursos
também crescentes, tem todas as condições para mostrar ao Brasil que este dispõe da plenitude dos meios para se reerguer,
e transformar-se numa das maiores nações do mundo, quando chegue ao meio-dia grandioso de sua História".
Correio Imperial
adaptações por Isaac Frank Katan