A CLAVA FORTE

Cartas dos Leitores

Primeira Página
Cartas dos Leitores - Opinião
25 de Março - Dia da Constituição Imperial do Brasil
Desembarque da Família Real
Os Fuzileiros Navais
Coroação de Dom João VI
Decreto Real de 28 Jan 1808
Sobre nosso Brasil
Manifesto pela Monarquia Brasileira
Imigração - Raízes da Nação
Acadêmicos
Bases para Constituição Política
Datas Históricas
Direções Importantes
Links
Contacte-nos

Opinião

Delenda República – 04.08.2005*

 

Tatuí, 23 de outubro de 2.000.

Jornal Cruzeiro do Sul

Sorocaba - SP

Prezados Senhores:

Ref.: “Cruzeirinho” de 22.10.00, pág. 5

Sou assinante desse conceituado jornal, já há algum tempo e, há bem mais tempo, assíduo leitor. De uma maneira geral aprecio a forma com que ele vem sendo conduzido. Isso não me impede, naturalmente, de divergir, vez ou outra, das opiniões e conceitos nele exarados. Nessas ocasiões fico tentado a escrever, mas meu habitual cepticismo acaba vencendo. Sei que o destino de certo tipo de reclamação ou opinião divergente é, seguramente, a cesta de lixo do destinatário. Mas, impressões e divagações à parte, vamos ao cerne da questão.

Li, recentemente, com chamada na capa, “PARA SEU TRABALHO ESCOLAR”, duas afirmações completamente desprovidas da menor aparência ou resquício de verdade.

Primeira, com referência ao 15 de novembro:

“Neste dia, em 1889, os brasileiros desejavam outra forma de governo, que desse a eles o direito de escolher o seu representante.”

Segunda, lembrando que naquele tempo o Brasil era uma Monarquia:

“Naquele tempo a forma de governo no Brasil era a Monarquia. Nesse regime o governo é hereditário, passa de pai para filho e o povo não é consultado.”

Acredito que, no intuito de se apresentar um texto bem simples ao alcance de crianças, apresentou-se um texto, além de simplório, confuso. Confunde a cabeça da criança ao afirmar: “que desse a eles o direito de escolher o seu representante”. Dá-se a impressão que o povo, na época não escolhia seus representantes, não votava nem opinava. (n.e.: o que não é verdade)

É bom lembrar que nossa Monarquia era constitucional, parlamentarista e extremamente democrática (n.e.: para os padrões da época). A tônica era a normalidade constitucional. Não houve, durante o longo Reinado de D. Pedro II (1840/1889), um dia sequer sob ditadura, estado de sítio, estado de emergência, fechamento do Congresso, ou censura à imprensa.

Já, na (n.e.: dita “proclamada”) República, tivemos 55 anos de ditadura e estados de sítio/emergência, com suspensão de garantias constitucionais. O Congresso foi fechado “manu militari” 6 vezes, a saber:

1) Deodoro;

2) Vargas/1930 - 1937;

3) Castello Branco;

4) Costa e Silva;

5) Geisel.

Vivemos, durante estes cento e poucos anos de República, 60 anos de censura à imprensa! Com tudo isso acabamos acreditando que o que manteve efetivamente a República foi o cacete e o fusil, pois tivemos, neste período, mais de dez mil pessoas com direitos cassados e um outro tanto de “desaparecidos”, covardemente assassinados pelas forças da repressão. E isso que não se debita inteiramente ao golpe de 64, pois ocorreu desde o começo da implantação da República.

Sob o Imperador D.Pedro II, 36 gabinetes parlamentaristas sucederam-se normal e legalmente, sem o menor estremecimento institucional, conseguindo, civilizadamente, aquela alternância de partidos no poder, como é desejável numa verdadeira democracia.

Na nossa república presidencialista, arremedo caipira da constituição norte-americana, já não há essa possibilidade de se apear um governo indesejável de forma legal e constitucional.

Precisa romper-se a lei e conspirar para isso. Em suma, depois de “eleito” o povo que se arda e trate de agüentar o governante. O que aconteceu com o presidente Collor foi mera exceção. Tivesse ele maioria no Congresso e apoio das Forças Armadas, teria feito tudo e mais ainda e nada haveria de lhe acontecer porque a história da república está prenhe de exemplos que demonstram integralmente essa afirmação. Isso acaba nos mostrando que a república é um regime de inferior qualidade. Não sabe ou não quer ministrar os “remédios” para seus próprios males.

 

Veja, por exemplo com que bela “produção” a republica já nos brindou:

 

a) 3 presidentes renunciaram: Deodoro, Jânio e Collor;

b) 1 suicidou-se: Getúlio Vargas em 54;

c) 2 foram impedidos de tomar posse: Julio Prestes em 30 e Pedro Aleixo em 69;

d) 5 foram depostos à força: Washigton Luiz em 30, Vargas em 45, Café Filho em 55, Carlos Luz em 55 e João Goulart em 64;

e) 3 grandes revoluções: de 1893, 1930 e 1964, com as respectivas mortandades e barbaridades de praxe;

f) dezenas de outros “levantes”, “golpes”, “tentativas”, “intentonas”, e tudo o mais que só com o dicionário na mão poderíamos ter a pretensão de entender;

g) 7 constituições;

h) centenas de emendas constitucionais;

i) vinte e tantas “leis constitucionais”;

j) um maço de “atos institucionais”.

Disso se conclui que a baderna e a confusão foi muito grande com o advento (n.e.: “instauração”) da república. Um regime estabelecido pela soldadesca amotinada, apoiado pelos escravocratas mais retrógrados, sedentos de vingança pela libertação dos escravos (n.e.: sem qualquer indenização) preconizada e executada pela Princesa Izabel, nunca poderia produzir bons resultados. Em vez disso, ressuscitou toda aquela súcia de canalhas e pândegos com a sua inerente bandalheira que, de pouco em pouco, o Imperador havia já sepultado longe das lides públicas.

No Império tivemos uma única Constituição e uma única emenda constitucional. Pelos resultados práticos, vê-se que o país, naquele tempo funcionava bem melhor. Durante o Império a Constituição de 1824, chamada de “outorgada” pelos republicanos, mas que realmente fora aprovada por todas as Câmaras Municipais, era tão mais democrática e liberal que as diversas constituições republicanas que nunca se cogitou em “Cláusula Pétrea”. À primeira vista, podemos até afirmar que não teria sido necessário toda aquela parafernália militar para a “proclamação” da república. Bastava que os deputados e senadores aprovassem um anteprojeto de reforma da constituição estabelecendo a república e, na legislatura seguinte, o anteprojeto fosse aprovado, a república seria estabelecida legalmente! Acontece que, na verdade, os republicanos, à época da “proclamação” eram ínfima minoria. Tinham apenas dois patuscos deputados numa Assembléia Geral com mais de 160 membros! Isso, mesmo depois de décadas de propaganda republicana e do amparo do Monarca que sempre recomendava ao Chefe de Polícia que não os incomodasse e os protegesse de alguma provocação.

Sob muitos outros aspectos a república também falhou fragorosamente pois nunca teve o apoio afetivo da população. Os governos se sucederam e, invariavelmente, produziram tudo o que a nação nunca desejou. O País que era, na Monarquia, de primeiro mundo, passou a ser subdesenvolvido e sem nenhum prestígio, presa fácil para as hienas nacionais e estrangeiras. Vejamos, por exemplo:

a)De 1840 a 1889 tivemos inflação anual de 1,58%. Países de primeiro mundo, na época, tinham inflação variando entre 1,6% a 4%. Quarenta e cinco dias depois da implantação da república a inflação já estava em 11% ao ano, um ano depois já tinha atingido 40% ao ano e cento e poucos anos após já chegou no astronômico numero de cerca de 10.000.000.000.000% (dez trilhões por cento) ao ano. Essa informação foi passada pela revista Finanças Públicas, editada pelo Ministério da Fazenda;

b) O jornal “O Estado de São Paulo” em edição de 24.09.91, nos informa que no período republicano, enquanto os preços mundiais subiram cerca de 23 vezes, aqui no Brasil esses mesmos preços subiram cerca de 32.000.000.000.000 (trinta e dois trilhões) de vezes;

c) No período Monárquico o menor salário do país, pago a um braçal sem nenhuma qualificação era de R25$000 (vinte e cinco mil réis). O maior salário do Império, pago a um Senador, na mesma época, era de R300$000 (trezentos mil réis), apenas doze vezes maior que o mínimo. Atualmente o desequilíbrio é tão gritante que essa mesma relação anda por volta de 200 vezes! Esse menor salário do Império era equivalente a 22,5 gramas de ouro enquanto o atual eqüivale a menos de 6 gramas. Informação da mesma revista do Ministério da Fazenda. E ainda se tem a desfaçatez de, amiúde, mencionar a mais “justa distribuição de renda”;

d) No período monárquico tínhamos a 2.ª maior frota mercante do mundo. Hoje estamos em 28.º lugar em tonelagem e 32.º lugar em unidades, informado pela Gazeta Mercantil. Acrescida da vergonha de ver navios nossos (alguém aí tem algum navio??) sequestrados em portos estrangeiros por não terem pago despesas de estadia, etc.;

e) Informado pelo Ministério da Marinha que no Império tínhamos a 2.ª maior esquadra naval do mundo, perdendo somente para a Inglaterra, hoje nossa esquadra não da conta nem de patrulhar o litoral contra os pescadores internacionais. Por sorte a capital se acha localizada em Brasília senão, atualmente, qualquer país mais desenvolvido, num ato de guerra, poderia perfeitamente invadir e tomar a capital da república;

f) Dos atuais países de primeiro mundo, em número de vinte e cinco, dezoito são monarquias e sete repúblicas. A relação, se bem analisada, pode ser até sugestiva.

De forma que a afirmação de que: “Neste dia, em 1889 os brasileiros desejavam outra forma de governo” é tão inverídica que se contivesse um mínimo de verdade:

a) a república não precisaria ter sido “proclamada” “manu militari”, como foi;

b) os republicanos não teriam uma representação tão medíocre na Assembléia Geral como tinham, considerando os dois gatos pingados da época;

c) o plebiscito estabelecido pelo ilegal Decreto n.º 1, de 15 de novembro de 1.889 não teria que ter sido, por justo receio de seus resultados, postergado por mais de 100 anos como o foi;

d) a “Cláusula Pétrea”, proibindo o Congresso de discutir quaisquer proposições concernentes à mudança do regime, não teria sido necessária;

e) o, também ilegal, Decreto n.º 85-A, de 23 de dezembro de 1889, o famigerado “Decreto-Rolha” que ameaçava de morte todos os que falassem ou agissem contra a implantação da república, com certeza não teria sido editado.

 

Para ponderação de Vossas Senhorias, atenciosamente

*José Reinaldo Pedroso de Mello

RG. 8.937.778-3-SSPSP

Brasília, DF, 29 de junho de 2005

 

 Carta abaixo foi enviada para o Senador Paulo Octavio (PFL-DF)

REFORMA POLÍTICA / LISTA

 

Ao

Excelentíssimo Senhor

Senador Paulo Octavio

Senado Federal

Brasília - DF.

 

 

Senhor Senador,

 

 

Tomei conhecimento, através da imprensa, que a reforma política foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e que agora segue para votação no plenário, inclusive com o vosso apoio. Por se tratar de um assunto polêmico e que diz respeito a todos os brasileiros, achei por bem propor a Vossa Excelência e aos demais parlamentares que seja realizado um plebiscito para saber a opinião dos eleitores sobre a tal reforma, já que são eles que vão depositar o VOTO nas urnas.

 

Aprovar a reforma política em meio à atual crise política para passar a idéia de que o Congresso Nacional está combatendo a corrupção no país, sem antes discutir amplamente com a sociedade, os parlamentares, além de estarem legislando em causa própria, estão sendo ante democráticos e oportunistas, já que, pelas novas regras, quem sai ganhando são eles que estarão no topo da lista de seus partidos (inclusive Vossa Excelência) e por isso mesmo terão prioridade. Para bom entendedor, isso significa que muitos dos maus políticos que o povo quer ver fora do cenário político continuarão a mandar neste país. Ao votar no partido e não no candidato, ganha aquele que for do agrado dos dirigentes dos partidos e perde, o povo, que dificilmente irá eleger o candidato de sua preferência que por ventura esteja no meio ou no final da! lista desses partidos políticos. E na tentativa de eleger o candidato de sua preferência acaba elegendo, contra a sua vontade, o candidato que teve dinheiro para "comprar" o primeiro lugar na lista. Ou seja. O eleitor acaba beneficiando bandidos, corruptos e candidatos sem escrúpulos.

 

É isso que Vossa Excelência deseja? Creio que não!

 

Gostaria de também propor a Vossa Excelência e aos demais parlamentares a inclusão na pauta de votação da reforma política item específico sobre o sistema de governo, já que, para boa parte da população, o plebiscito de 1988 não valeu, justamente por esse motivo: os parlamentares, na época, anteciparam a votação para não dar tempo ao povo de conhecer com mais profundidade o parlamentarismo e, na dúvida, optaram pelo o presidencialismo, o que foi um grande engano.

 

No meu entendimento a discussão sobre a reforma política deverá ser adiada para o segundo semestre deste ano para dar tempo ao povo de conhecer e discutir o assunto.

 

Até o presente momento tenho votado em Vossa Excelência todas as vezes em que se candidatou e tenho trabalhado a Vossa candidatura para o Governo do Distrito Federal em 2006. Diante da possibilidade de Vossa Excelência votar a favor da lista, retiro o meu apoio, como cidadão, à vossa candidatura para o próximo ano.

 

Saudações,

 

Ivonildo Di Lira

Cidadão Brasileiro

Brasília - DF.

e-mail: dilira2000@yahoo.com.br

Este espaço é aberto à sugestões, reclamações, opniões e demais assuntos considerados, pelos leitores, relevantes à causa do Movimento Monárquico para a recondução do Brasil à Democracia Constitucional e Parlamentarista.

Monarquia Constitucional e Parlamentarista do Brasil - Passado de Glórias! Futuro Promissor!