A CLAVA FORTE

Fuzileiros Navais do Brasil

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7 de Março de 1808

Dia do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil

Brigada Real da Marinha

Criada por Alvará de Sua Majestade

A Rainha Dona Maria I, em 1797

Estandarte Corpo de Fuzieleiros Navais
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AD SUMUS!

"Quando se houverem acabado os soldados do mundo
Quando reinar a Paz absoluta entre os Povos
Que fiquem pelo menos os
Fuzileiros
Como exemplo de tudo de belo
E fascinante que eles são"

Raquel de Queiroz

 

Origens

A concepção atual da Força de Fuzileiros Navais do Brasil não tem sofrido qualquer modificação desde sua fundação, por Alvará Real de Sua Majestade, a Rainha Dona Maria I, em 1797. Com uma destinação histórica ímpar e incomparável ante as demais forças militares, destina-se o Corpo de Fuzileiros Navais à realização de Operações Anfíbias e emprego estratégico na realização de operações terrestres de caráter naval, exactamente como há 208 anos atrás.

Fuzileiros NavaisBrigada Real da Marinha

– 208 anos de Glórias!

Como já é sabido, embora fundada em 1797, a história de nossa Força de Fuzileiros Navais iniciou-se com a chegada, ao país, há exactos 197 anos, em 7 de março de 1808, de toda a Administração Portuguesa, juntamente com a Família Real.

Tropa de elite, a qual era confiada a Segurança Real e a guarnição de bordo da Real Esquadra Portuguesa, executou, já no ano seguinte seu batismo de fogo, operação de desembarque e conquista, subjugando a Cidade de Caiena, capital da Guiana Francesa, em defesa dos interesses nacionais.

A presteza operacional da Brigada Real da Marinha nunca deixou de corresponder às necessidades que se apresentavam ante os anceios e interesses nacionais. Esta honrada força militar passou, após a emancipação política total em 1822, a projetar poder sobre terra mediante bombardeios e desembarques, tendo vencido as resistências portuguesas no Maranhão, Pernambuco, Bahia e na província Cisplatina, esta então parte integrante do Brasil até 1828.

Realizando técnicas de abordagens, ataque e defesa dos navios da Esquadra Imperial Brasileira, por numerosas vezes, defendendo os interesses nacionais, ocupara a Argentina e o Uruguai nas guerras contra Oribe e Rosas.

Em outras campanhas externas, como contra Aguirre e, principalmente, na Guerra Grande (Guerra do Paraguai), foi o Corpo de Fuzileiros Navais responsável pela sorte da guerra em favor da Aliança contra o inimigo paraguaio, desembarcando e atacando diversas posições, das quais muitas posições fortificadas.

Vibrante e executor de quaisquer missões, empreendia numerosos reconhecimentos, cobria a ações do Exército Imperial, bem como a vigilância do rio Paraguai.

Findada a Guerra Grande, não somente o Corpo de Fuzileiros, mas todas as forças militares do Império regressam ao número de seus efetivos anterior, tendo participações apenas em assuntos de ações de segurança interna.

Em 1889, os Fuzileiros Navais cometem um erro fatal ao participarem do movimento de tropas do Exército Imperial, sob o comando do então Marechal Deodoro da Fonseca, a Marcha dos 400 Fuzileiros para o Campo de Santana, que em fim revelou-se em cruel golpe de estado, o qual traíu a pátria, instaurando a república no Brasil.

Findada a verdadeira democracia coroada no continete sul americano, a república vem como a mais cruel ditadura levando o país ao total rebaixamento, igualando-se aos seus demais vizinhos caudilhescos. Levantado os mais infâmes interesses dos que desde então lutam pelo poder, o Brasil vê-se mergullhado em uma aberta guerra civil, onde tentando reverter o quadro de anarquia e ditadura instaurados, a Marinha bombardeia o Rio de Janeiro a tentar por fim ao tirano regime instaurado e então encabeçado pelo terrível Marechal Floriano Peixoto, alcunhado de Marechal de Ferro.

Guardião de suas fiéis tradições, desde sua fundação, inclinam-se os Fuzileiros Navais contra a tirania e por ordem de Floriano Peixoto, foram legalmente extintos no período de 1893 a 1895 por terem, apoiado a Marinha Imperial na Revolta da Armada.

Hoje, o glorioso Corpo de Fuzileiros Navais tem atuado principalmente como Força de Paz, em operações externas, desde 1965 a 1966, na República Dominicana, integrando a FAIBRAS, e, em Angola, na UNAVEM III, de 1995 a 1997, entre outras mais recentemente.

Como tropa de pronto emprego para qualquer lugar, a qualquer tempo, assim como a Armada Brasileira, tem o Corpo de Fuzileiros Navais o brío e orgulho de não interferir nos assuntos políticos e de estado nacionais, mantendo um inigualável grau de disciplina e subordinação para com as autoridades superiores à estes.

Ao Corpo de Fuzileiros Navais destaca-se sua obrigação na defesa das Embaixadas Brasileiras no exterior.

Exclusivamente empregando soldados profissionais, o nosso Corpo de Fuzileiros Navais é constituído pela melhor das elites de combate das Forças Armadas Brasileiras.

No contexto da estratégia naval, modernamente falando, por excelência, projeta-se seu poder sobre terra, cabendo-lhe tomar, a viva força, em território hostil, uma área designada, a partir da qual suas demais forças prosseguirão o combate.

Para assim o empreender, a Força de Fuzileiros Navais, utiliza-se dos navios da Esquadra para lançarem-se, empregando embarcações de desembarque, veículos anfíbios, helicópteros e contando com o apoio de fogo da própria Esquadra, bem como da Força Aéra-Naval. Uma vez em terra, operam seus próprios meios, que incluem blindados (a antiga cavalaria), artilharia de campanha e antiaérea, engenharia de combate, comunicações e guerra eletrônica.

Trata-se da força terrestre mais bem equipada e treinada das Forças Armadas  Brasileiras.

Ad Sumus!

 

Isaac Frank Katan 

Viva ao Imperador! Viva ao Povo Brasileiro!

Monarquia Constitucional e Parlamentarista do Brasil - Passado de Glórias! Futuro Promissor!