|
Sua Majestade Imperial
e Real Dom João VI, Imperador Titular do Brasil e Rei de Portugal e Algarves, nasceu à 13 de Maio de 1767, no Palácio Real da Ajuda, próximo à Cidade de Lisboa, vindo a falecer
no Palácio da Bemposta, em Lisboa - Portugal à 10 de Março de 1826, tendo sido sepultado no
Mosteiro de São Vicente de Fora.
Era o segundo filho dos Reis Dom
Perdro III (1717-1786) e Dona Maria Isabel (1734 -1816), de Bragança. Tornou-se herdeiro do trono com a morte do
irmão, Dom José, em 1788. Como órfão de pai, sua mãe assume a Coroa como Dona Maria I, em 13 de maio de 1787.
A 8 de Maio de
1785 casou-se com a Infanta Espanhola, Princesa Dona Carlota Joaquina de Bourbon, filha de Dom Carlos IV e de Dona Maria
Luísa Teresa de Bourbon, Reis de Espanha. Gravemente abalada com a morte de seu marido seguida de
sei primogênito, Dom José, Sua Majestade Real de Portugal, Dona Maria I, infortunadamente foi declarada enlouquecida,
sendo devidamente afastada pelas Cortes Portuguesas de suas atribuições de Chefe-de-Estado em 1792. Sua Alteza Real,
o Príncipe Dom João assume o Trono em 10 de fevereiro do mesmo ano, mas é declarado Príncipe Regente de Portugal e demais
domínios ultramarinos somente em 15 de julho de 1799.
No início de sua Chefia-de-Estado,
o continente europeu passava por turbulências políticas deflagradas desde a Revolução Francesa e um novo inimigo comum ergueu-se:
o Reino de França com suas intenções expansionistas abertamente declaradas pelo caminho das armas espalhados pelo terror do
Exército Francês.
Em virtude do conflito entre França
e Inglaterra, Sua Regência teve um início de grande intranqüilidade. Afim de prejudicar a Inglaterra, Napoleão decretou o
bloqueio continental e que nenhum país europeu deveria rompê-lo sob pena de ser invadido. Dadas tais condições de instabilidade
continental, devidamente assessorado por ilustres estadistas, o Príncipe Regente Dom João lança mão de um velho e quase esquecido
projeto que planejava a tranferência da Sede do Poder Real para o Novo Mundo já desde o século XVII pelo menos-
melhor a dizer - o Brasil. Tal empreendimento, dada as circunstâncias, levou um considerável tempo para as devidas
resoluções de transferência da Real Corte Portuguesa, uma vez que tudo deveria ser devidamente calculado para dar a impressão
ao Imperador dos Franceses que o Estado Português parecesse concordar com as exigências francesas.
A astúcia dos
Bragança, face a lição da queda dos Bourbon em Espanha, determinou que ao Governo Português e sua Chefia-de-Estado,
prontamente fazer-se-ía a transferência do Império Português ao novo continente. Sendo assim, já em 1806, devidamente
instruído por Sua Alteza Real Regente, assume o cargo de Vice-Rei do Brasil Dom Marcos de Noronha e Brito ( 8º
conde dos Arcos ), que fora diretamente incumbido de preparar a recepção da Família Real Portuguesa quando de sua sua
transferência esperada. Dom Marcos de Noronha, foi o último Vice-Rei Brasileiro desde a transferência do Poder Real para o
Rio de Janeiro em 1808.
Definivamente aliada do Reino da Inglaterra,
o Reino de Portugal é atacado, primeiramente, por tropas espanholas, em 1801, por questões regionais primeiramente,
seguido da invasão francesa propriamente dita, em 1807, pelas tropas farroupilhas do então Marechal Junot, pelos quais o reino
espanhol sucumbiu ao intervencionismo militar frances.
Em 26 de novembro de 1807, Sua Alteza Real
Regente, o Príncipe Dom João publica um decreto declarando:
"Tenho
procurado por todos os meios possíveis conservar a neutralidade de que até agora tem gozado os meus fiéis e amados vassalos
e apesar de ter exaurido o meu Real Erário, e de todos os sacrifícios a que me tenho sujeitado, chegando ao excesso de fechar
os portos dos meus reinos aos vassalos do meu antigo e leal aliado, o rei da Grã-Bretanha, expondo o comércio dos meus vassalos
a total ruína, e a sofrer por este motivo grave prejuízo nos rendimentos de minha coroa. Vejo que pelo interior do meu reino
marcham tropas do imperador dos franceses e rei da Itália, a quem eu me havia unido no continente, na persuasão de não ser
mais inquietado(...) e querendo evitar as funestas conseqüências que se podem seguir de uma defesa, que seria mais
nociva que proveitosa, servindo só de derramar sangue em prejuízo da humanidade, (...) tenho resolvido, em benefício dos mesmos
meus vassalos, passar com a rainha minha senhora e mãe, e com toda a Real Família, para os Estados da América (Brasil), e
estabelecer-me na Cidade do Rio de Janeiro até a paz geral."
O Príncipe Regente Dom João nomeou uma junta
para administrar o Reino de Portugal em sua ausência, que foram eles: o Marques de Abrantes, o Tenente-General Dom Francisco
de Noronha ( Presidente da Mesa da Consciência ), e na falta de qualquer um destes deveria assumir o Conde de Castro Marim,
os quais todos prestaram juramento ao Cardeal Patriarca e o Príncipe Regente deu instruções em separado a cada um deles, para
o caso de serem presos ou mortos quando as tropas de Napoleão tomassem Lisboa.
Na madrugada do dia 27 de novembro de 1807,
toda a Família Real saía de Lisboa. Chovia muito em todos os dias que antecederam o embarque da Família Real, porém no
dia 27 não choveu como alguns autores afirmam, o dia amanheceu claro e com céu azul.
O primeiro a chegar ao cais foi Sua Alteza
Real Regente o Príncipe Dom João e o Infante da Espanha Dom Carlos, primo de Dona Carlota, sua esposa, que já fazia algum
tempo residia em Lisboa. Sem nenhum súdito para saudá-lo embarcou em uma galeota que o conduziria ao navio Príncipe Real onde
viajariam com ele, sua mãe Dona Maria e seu filho Dom Pedro. Dom João não chegou acompanhado de guardas, soldados ou criados,
chegou sim, muito emocionado.
Sua Alteza Real, Dona Carlota Joaquina,
chegou depois que Dom João havia embarcado, pois veio acompanhada de suas filhas, e do Infante Dom Miguel, onde embarcaram
em outro navio, o Dom Afonso d'Albuquerque.
O último a chegar foi o Príncipe Herdeiro,
Dom Pedro que foi saudado carinhosamente pela população à volta, chegando acompanhado de seus servidores.
Sua Majestade (incapacitada mentalmente),
Dona Maria I gritava dizendo que estava sendo seqüestrada e queria ficar a enfrentar seus inimigos.
A partida não foi rápida nem fácil, devido
ao clima instável dos últimos dias (havia chovido torrencialmente em Portugal), o mar além da barra do Rio Tejo, estava muito
agitado, além disso o General Junot havia mandado um destacamento tomar o Forte de São Julião e apontar os canhões para o
a foz do Rio Tejo. Em virtude desses acontecimentos, a partida das embarcações demorou +/- 40 horas.
Às duas horas da madrugada do dia 29 de
novembro um vento favorável permitiu que a esquadra zarpasse rumo ao Brasil, o Almirante Sidney Smith e Lorde Strangford foram
a bordo da nau Príncipe Real e ofereceram hospedagem ao Príncipe Regente na nau capitânia da frota de escolta inglesa - Sua
Alteza Real Dom João teve a consciência de recusar.
Às 9 horas da manhã do dia 30 de novembro
o General Junot entra em Lisboa liderando um exército de 26 mil homens, tendo a frente um destacamento de cavalaria portuguesa
que de acordo com as orientações do Real Príncipe Regente deveria rende-sr e porem-se às suas ordens.
Enquanto isso, as Reais Esquadras Portuguesa
e Inglesa são surpreendidas por uma forte tempestade que dispersa os navios.
Em 5 de dezembro de 1807 os navios se reagruparam.
Em 8 de dezembro uma nova tempestade formada
por ventos do sul dispersa novamente os navios.
Dia 10 de dezembro eles conseguem a muito
custo se reagrupar novamente.
Em 11 de dezembro a frota avista a Ilha
da Madeira.
No dia 18 de janeiro de 1808 chegam à costa
da Bahia.
No dia 22 são avistados pelos habitantes
de da Cidade de Salvador os primeiros navios da esquadra.
Em 7 de março de 1808 chegam
ao Rio de Janeiro, terminando assim a época dos Vice-Reis do Brasil. Às quatro horas da tarde do dia 8 de março de
1808 a Família Real desembarcou na Cidade do Rio de Janeiro. Sua Alteza Real desceu do navio Príncipe Real e passou
para um bergantim (uma embarcação de pequeno porte) e assim pode aportar ao cais.
Ao mesmo tempo, Sua Esposa, Dona
Carlota Joaquina e seus filhos desceram da nau Afonso d´Albuquerque. Apenas Sua Majestade, Dona Maria I
permaneceu a bordo. Só no dia 10 de março o Príncipe Regente volta ao navio Príncipe Real para acompanhar o desembarque de
Sua Mãe; logo após seu desembarque a Rainha Dona Maria I, assusta-se com as salvas de canhão dadas em Sua Honra
e o alarido da população à Sua espera e tem um acesso de histeria a gritar: Não me matem! Não me matem! Foi imediatamente
recolhida ao Paço.
A Família Real Portuguesa desembarcou no
antigo cais do Largo do Paço ( atual Praça XV, no Rio de Janeiro, e é bom lembrar que o cais ficava onde
hoje existe a construção em forma de pirâmide - Chafariz da Pirâmide - infelizmente completamente abandonada pelas autoridades
competentes ), mais tarde toda essa parte foi aterrada levando o atual cais das barcas Rio-Niterói para mais longe.
Em tempo, a Real Esquadra fundeou-se na Ilha das Cobras, hoje Fortaleza de São José, sede da Gloriosa Brigada Real da Marinha,
hoje Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil.
Após a chegada, o Regente e Sua Esposa se
dirigiram para a Sé, onde foram recebidos pelos membros da Irmandade do Rosário; onde deram graças a Deus
por haverem chegado em segurança ao Rio de Janeiro.
Com muitíssimos benefícios ao Estado Brasileiro,
tem-se a obrigação de relatar algumas:
Em 16 de dezembro de 1815 o Brasil
é elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves.
Em 16 de março de 1816, morre aos 81
anos, no Convento das Carmelitas, no Rio de Janeiro, Sua mãe, Sua Majestade Real, Dona Maria I,
Rainha de Portugal Brasil e Algarves. É enterrada no Convento da Ajuda, no Rio de Janeiro, sendo
5 anos mais tarde seus restos mortais transferidos para Portugal pela fragata Princesa Real e encontram-se
desde então na Basílica do Coração de Jesus, na Estrela, em Lisboa.
Sua Alteza Real o Príncipe Regente Dom João começou
a reinar como soberano no dia 20, sendo aclamado e coroado Rei do Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves nesta data
6 de Fevereiro de 1818.
Fora o único monarca europeu corado nas Américas,
tendo Sua Coroação sida plenamente reconhecida pelo Velho Mundo e do qual derrotado Napoleão, chegou-se a escapar esta frase:
"fora o único Rei que verdadeiramente me enganou..."
Também em 1816, permite que o Banco
do Brasil abra filiais em várias províncias do Brasil.
Em maio desse mesmo ano, devidamente baseado
em resoluções e considerações de Seu Real Conselho para a defesa dos Reais Interesses do Brasil e Portugal, ordena às
Reais Tropas Luso-Brasileiras embarcarem para a conquista de da Banda Oriental do Uruguai, então Cisplatina.
Em 6 de março de 1817, liderado por Domingos
José Martins, eclode a Revolução Pernambucana.
Em 19 de maio do mesmo ano, o "ditador"
Domingos Jorge, abandona a Cidade do Recife, indo refugiar-se no Engenho Paulista, no qual lá capitulou. Todos
os revolucionários foram enviados à Bahia para serem julgados pela lei e foram condenados pelo crime de lesa-majestade.
Em 1821, Sua Majestade, El Rey Dom
João VI, anistia os remanescentes da Revolução Pernambucana (um dos motivos porque era denominado de "O Clemente"),
tendo já os principais líderes do movimento sido executados após julgados e devidamente condenados.
Em 1º de janeiro de 1821 a Província do
Grão Pará se pronuncia a favor da constituição portuguesa que retira os poderes de Dom João VI.
Em 10 de fevereiro de 1821 foi a vez da Bahia
tomar conhecimento das novas regras adotadas em Portugal, onde então o Governador da Província, senhor Conde de
Palma é convidado a aceitar os princípios da nova constituição portuguesa e à assumir a chefia de uma junta governativa,
da qual literalmente recusa a aceitá-la e retira-se da Cidade de Salvador.
Em 18 de fevereiro de 1821, El Rey tenta
minimizar os acontecimentos, assinando um decreto (que só foi visto a primeira vez no dia 23), resolvendo enviar, Seu filho,
o Príncipe Herdeiro, Dom Pedro para Portugal.
Em 26 de fevereiro de 1821, os militares
se reúnem no Largo do Rocio (próximo onde hoje é o Campo de Santana no Rio de Janeiro), exigindo de Sua
Majestade medidas mais fortes. El Rey não queria por essa ocasião ser visto em público e enviou Seu filho, Dom
Pedro pra tomar pé da situação no local e se fosse necessário jurar em Seu nome a Constituição que estava sendo elaborada
em Lisboa.
Jurou a constituição que ainda estava sendo
elaborada sendo seguido pelos demais membros da Família Real, menos Dona Carlota Joaquina.
Em 24 de abril de 1821, Dom João chama
seu filho Dom Pedro ao seu quarto no Paço de São Cristóvão e comenta: "Pedro, se o Brasil se separar,
antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros". (e El Rey sabia muito bem ao que se referia
- não queria ver este Brasil esfacelado como a América Esponhola de Sua Esposa - cheia de caudilhos somente interessados
em seus próprios interesses pessoais de glória - hoje vemos que a visão de Dom João estava certa - vemos um submundo
repleto de miséria e que infelizmente o Brasil indignou-se em fazer parte d'ele ao rebaixar-se à condição de mísera república
latina!
Assim como Dona Carlota Joaquina,
muitos consideram que o Príncipe Regemte fora uma pessoa muito vacilante, mas o que todos esquecem, é que quem
foi educado para ser rei, foi o seu irmão mais velho Dom José que faleceu vítima de varíola, Dom João havia
sido relegado a segundo plano dentro da família, não sendo mais que uma figura decorativa, assim como em quase todos os clãs,
que é no filho mais velho em quem se deposita as esperanças e expectativas da administração. É certo que ele era glutão e
desajeitado, feio e talvez, ao que parece, com péssimos hábitos de higiene; mas não com o exagero caluniante que se mostra
hoje em dia em filmes no cinema e programas na TV, apoiados pela historiografia oficial, que há 115 anos é maliciosamente
republicana e caluniante.
Toda essa denegração é fruto dos falsos
ideais liberais que incendiaram o mundo latino no século 19, inspirados na maldita Revolução Francesa, com seu
utópico lema de Liberdade, Fraternidade e Igualdade, denegrindo, principalmente a imagem de nossa Realeza,
os únicos verdadeiramente interssados pelo bem comum da nação; e no Brasil, foi seguido pelos mingüados e infelizes
republicanos que, por golpe de azar ao Brasil, conseguiram tomar o poder, sendo mínima da minoria, tentando até nossos
dias de hoje a desmoralizar tudo que venha das Famílias Real Portuguesa e Imperial Brasileira.
Entenda bem caro leitor, que ele além da
morte prematura de Seu irmão mais velho, tinha uma mãe que tornou-se louca pela perda do marido e filho quase que no mesmo
espaço de tempo e uma esposa espanhola devassa e ardilosa, que inclusive tentou depô-lo do poder duas vezes.
Somando-se ainda as guerras napoleônicas
que devastaram a Europa do seu tempo, a idéia também de que a Família Real saiu de Portugal fugindo às pressas,
cheia de medo, é absolutamente ridícula e é bom ser reconsiderada definitivamente por todos nós; é certo que o Governo Português e
seu Chefe-de-Estado tinham que sair da Europa, Napoleão não perdoaria a negativa do Príncipe Regente Dom
João de parar com os negócios com a Inglaterra e certamente o deporia e/ou mataria, mas daí a sair às pressas
de Lisboa, como a historiografia oficial republicana e mal cheirosa do Brasil ostenta, já é outra coisa - ou seja
é um oficial incentivo para tú não tenhas orgulho de ser brasileiro e luso-falante.
Imagine alguém saindo às pressas
com mais de 12.000 pessoas numa esquadra, composta de 8 naus, 3 fragatas, 2 briques, uma escuna e uma charrua de mantimentos,
além de 21 navios comerciais e levando consigo uma gigantesca biblioteca, à qual Sua Majestade Imperial e Real trouxe
para o Rio de Janeiro e que hoje, é a Biblioteca Nacional que nós tanto conhecemos!
Evidentemente não foi às pressas, prezado
leitor, foi planejada, e tão bem planejada e necessária que Sua Alteza Real Regente de Portugal e Domínios
d'aquém e d'além mar fora o único monarca do continente que deu "às voltas ao Imperador dos Franceses" - Napoleão Bonaparte,
fora o único que manteve Sua Real Coroa e Seus Domínios em Suas mãos. Os demais perderam seus tronos, suas cabeças e principalmente
seus domínios pelo mundo à fora!
Ele é rotulado
como sendo um monarca que "queria deixar tudo como sempre esteve"; mas o que dizer de um monarca que tem como seu intelectual
favorito o Visconde de Cairú (José da Silva Lisboa), que traduziu o Livro/Compendio da Riqueza das Nações
de Adam Smith do original em inglês? Esse livro quase 200 anos depois se tornou o livro de cabeceira de Ronald Reagan,
Presidente dos Estados Unidos e de Lady Margareth Thacher, Primeira-Ministro Britânca, nas primeira discussões
sobre a globalização da economia (a visão de Dom João VI era fundar um Grande Império Luso-Brasileiro - hoje, infelizmente
os americanos nos passaram). Me parece uma coisa bem moderna para quem não quer mudanças. Ele poderia não ser brilhante ou
bonito, mas também não era o palhaço medroso que todos gostam de enfatizar.
Em 1820 o inglês John Luccok parece
confirmar essa "esperteza" do soberano:
"O Príncipe Regente tem sido muitas vezes
tachado de apático, a mim, me pareceu possuir ele muito mais sentimento e energia de caráter do que ordinariamente lhe atribuem
amigos e inimigos. Viu-se colocado em circunstâncias singulares e de prova e submeteu-se com paciência, mas nos momentos críticos
soube obrar com vigor e prontidão".
Sua Majestade Imperial e Real, Dom
João VI, o qual amou o Brasil e lançou as bases para sua emancipação política, infelizmente é pouco conhecido de
uns e mal compreendido por muitos, inclusive por aqueles que tem curso superior.
O marquês de Caravelas, em 1826,
quando em seu discurso no Senado Imperial, por ocasião da morte de Sua Majestade o Rei disse:
"Nós todos que aqui estamos temos
muitas razões para nos lembrarmos da memória de Sua Majestade El Rey Dom João VI, pois todos lhe devemos ser gratos, pelos
benefícios que nos fez - elevou o nosso Brasil à Reino (com isso deu-nos de boa vontada a independência propriamente
dita em 1815), procurou por todos o seu bem, tratou-nos sempre com muito carinho e todos os brasileiros (de hoje e do futuro)
lhe são obrigados".
Isaac Frank Katan
|