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| Brasão d'Armas do Brasil |
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| Fonte: Imperial & Real Portal Histórico |
BRASIL - ONTEM, HOJE E SEMPRE
Nacionalidade Brasileira
A partir de seu descobrimento e em particular desde
os séculos XVI e XVII, o Brasil era uma continuação da nação portuguesa. Os homens brancos que nele nasciam ainda se consideravam
portugueses; os silvícolas permaneciam silvícolas e os negros apenas guardavam suas lembranças da África. Em fins do século
XVII e por todo o século XVIII, entretanto, foi se formando gradativamente a nacionalidade brasileira. A mistura étnica e
cultural das raças aqui encontrantes encarregou-se de esculpir o homem brasileiro, acrescido mais tarde da enorme contribuição
de outros povos imigrantes. A partir d’aí passou a existir um Nação Brasileira, com características daqueles elementos
básicos. Essa novel nação começava a se preparar para ser dona de seu vasto território formando suas autênticas instituições,
como por exemplo, e principalmente, a política. Em outras palavras, a Nação Brasileira amadurecia para constituir-se em Estado,
livre e soberano.
Estado Brasileiro
Eis que, acompanhando os lances da História do Brasil,
nos é fornecido que as circunstâncias para a criação do estado brasileiro são afortunadamente originárias da própria Monarquia
Portuguesa. Os acontecimentos napoleônicos no Velho Mundo concretizaram um já velho ideal da Corôa Portuguesa de transferir
sua Sede para o Novo Mundo, que ao contrário das demais cabeças coroadas da Europa, foi a única que não perdeu controle sobre
seu império d’além mar. Instalada a Sede no Rio de Janeiro, em 1808, o Príncipe Regente de Portugal, depois Don João
VI quando de sua coroação no Novo Mundo, tranforma a simples Colônia em Reino Unido à Portugal (1816). O desenvolvimento dos
povos em terras brasileiras, com a presença do Rei é muito grande.
O Rio de Janeiro transforma-se na Capital do Império
Lusitano. É natural que, durante a benfeitora permanência de Sua Majestade em solo brasileiro, o nacionalismo ficasse um pouco
arrefecido. Afinal, tudo se estava realizando-se. Entretanto, mais uma vez os desígnios do destino e da história voltam-se
a manifestar. Sua Majestade é obrigado a regressar ao Velho Mundo, em 1821, deixando como Príncipe Regente do Brasil seu filho
primogênito, Don Pedro. Ele e Don João VI tinham muita conciência de que colocaram alicerces fundamentais para a construção
de um Brasil completamente independente. Assim, ao deixar o Brasil, despediu-se de seu filho dizendo: “Pedro, se o Brasil
vier a separar-se de Portugal, põe a Corôa sobre tua cabeça que hás de me respeitar, antes que algum aventureiro lance mão
dela”.
Chegando à Portugal, não mais como Rei Absoluto, desde a Revolução do Porto em 1820, o Monarca passou
a dividir seus Poderes com o Parlamento Português, o qual condenavam abertamente o Rei pela elevação do Brasil à Reino Unido
e de pronto iniciaram toda uma política de retrocesso institucional. Enquanto Rei Constitucional, Sua Majestade El Rey assinava
os decretos do Parlamento intencionais a diminuir os Poderes de seu filho Regente do Brasil mas, como pai, escrevia cartas
particulares à seu filho aconselhando-o a atender às legítimas aspirações populares, embora devesse fazer o possível manter
os Reinos unidos. Mais tarde, Sua Majestade El Rey chegou a aceitar a idéia da independência com seu filho do que sem ele.
Don
Pedro, Regente do Reino do Brasil, em nome de seu pai, devia obediência ao Parlamento Português, mas sentia-se mais brasileiro
do que português; chegara ao Brasil com nove anos de idade e se identificara desde então inteiramente com o espírito do homem
brasileiro e assim queria atender ao nacionalismo brasileiro, agora revivido pela ausência de El Rey. Obsessivo dilema em
seu espírito: Portugal ou Brasil? Dos municípios brasileiros chegavam petições e abaixo-assinados pedindo ao Augusto Príncipe
Regente que ficasse no País. De Portugal vinham as mais ríspidas ordens minimizando suas funções de Regente culminando com
a ordem de regresso à Europa, mas também chegavam cartas particulares do pai. Don Pedro finalmente se decide e faz saber aos
povos do Brasil que fica no País. É o “Fico” que representa o início do desligamento definitivo de Portugal.
Desta
data, 9 de janeiro de 1822, até 7 de setembro do mesmo ano, o relacionamento epistolar entre o Regente e o Parlamento Português
torna-se violento. Finalmente o Regente parte em viagem à duas das mais populosas Províncias para sentir de perto o sentimento
popular. Do Rio de Janeiro ele já conhecia o coração, queria perscrutar agora os de Minas Gerais e São Paulo, encontrando
eufóricas adesões à sua pessoa e à independência. Voltando de São Paulo, às margens do riacho Ipiranga, Sua Alteza Real recebe
um correio do Rio de Janeiro que lhe traz as últimas cartas de Lisboa juntamente com uma do Sr. José Bonifácio e outra de
sua mulher Dona Leolpodina, de Áustria.
As cartas de Lisboa o ameaçavam a perder seus direitos ao trono português se
para lá não regressa-se de uma vez por todas. É a gota d’água, vem-se o gesto mais que heróico e brada à comitiva e
soldados que o guarnece: “Brasileiros, Portugal quer escravizar o Brasil, laços fora, independência ou morte!”
Simbolicamente proclamada a independência, ou seja, a nova ordem de soberania da Nação Brasileira, essa precisava ser concretizada
por medidas práticas: políticas, administrativas, militares, e diplomáticas, para tornar-se Estado Soberano verdadeiramente.
Don Pedro volta ao Rio e dá início às providências mencionadas e no mês següinte é aclamado pelo povo reunido no Campo da
Aclamação como Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil sendo logo depois coroado.
Isaac F. Katan
Nossa Equipe
Reflexões para uma Nação Órfã (de Yitzhak Katan)
Palavras de Sua Alteza
Imperial e Real, Herdeiro do Trono do Brasil, o Augusto Senhor Príncipe Dom Luís de Orleáns e Bragança (abril de 1993):
"Para que a aurora da
ressurreição monárquica se faça meio-dia, é preciso que a Monarquia faça sua caminhada, não no terreno poeirento das refregas
partidárias, das quais está farta a atenção pública, porém na ação individual, dedicada, infatigável, de cada monarquista
junto aos seus familiares, seus íntimos, seus colegas de trabalho, seus companheiros de lazer.
Cumpre para isso que
os monarquistas de nossos dias trabalhem para restituir a nossos contemporâneos, à maneira dos brasileiros do Segundo Reinado,
o gosto da reflexão política, alimentada em serões familiares, em ambientes sociais, nos círculos intelectuais. Reflexão que,
muito mais do que a mídia, assegure ao Brasil autêntico as condições para, por si mesmo, formar seu próprio pensamento, relegando
para o plano inferior que lhes toca, as infindáveis discussões sobre interesses partidários, apetites pessoais, difamações
recíprocas, etc., que constituem o pobre e indigesto manjar dos fornos de nosso presente sistema representativo".
Ω
Brasileiros, nossa meta é
retornar este País ao seu verdadeiro destino – a verdadeira ordem e progresso, interrompidos há mais de 115 anos atrás.
Relembrando as turbulências
do período regencial, o Brasil de hoje vive em uma constante expectactiva de que surja um “salvador da pátria”
– e nunca aprendemos, vimos e testemunhamos que isso repete-se à cada quatro ou cinco anos nessa frágil e intradicionalíssima
república.
A Nação há muito cega, necessita
libertar-se das vendas impostas por essa elite usurpadora e tão absoluptista quanto o poder presidencial americano (imutável
em seus mais de 200 anso) e enxergar de uma vez por todas, tirando de seu folclore nunca esquecido, de sua cultura mais
que tricentenária das persofinicações monárquicas deste País, as quais a república jamais conseguiu apagar, que o Brasil,
e assim por dizer, os povos que o constituem, mais do que nunca sentem a expectactiva pela restauração do Poder Imperial,
cujo monarca é o único capaz de, por sua posição, garantir segurança e estabilidade ao País, tornando-se presente em todos
os actos que a Nação o exija.
“Se continuardes
porém surdos à minha voz, acabará o tempo da clemência, e soará bem mau grado meu a hora do castigo [...] deponde aos pés
do Trono as armas fratricidas, vinde aos braços do vosso monarca que, como o Sol, traz luz para o filho desvairado”
(palavras de SMI Dom Pedro
II, em seus incompletos 15 anos de idade aos Rio-grandenses do Sul, que rebeleram-se durante o período regencial)
Visamos, assim, levar informação
e formação aos lares de todos aqueles que simpatizam ou podem vir a simpatizar com os ideais que professamos. Assim como no
Período Regencial, hoje muito mais ainda nos falta um Símbolo Vivo que em que possamos espelharmos – a Nação encontra-se
perdida e sem rumo - ÓRFÃ de seu pai e mãe, onde a cada período, um novo aventureiro qualquer a leva por onde este melhor
lhe pareça, não para o bem da Nação, senão para sí e, principalmente, de uma parcela desta Elite Social que estamos fartos
e que no passado usurpou o trono, derrubando-o e impedindo-o de continuar as verdadeiras reformas então em processo, em prol
do povo e bem comum da Nação Brasileira.
Para este esforço e para outras
importantes iniciativas convido o/a prezado/a leitor/a uma participação pessoal na busca de sua própria identidade nacional.
Cordialmente,
Yitzhak Frank Katan
Personalidade do mês:
| Grandes Estadistas do Brasil |
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| SS.MM.II. Dom João VI & Dom Pedro I |
Este mês, janeiro de 2005, comemora-se no Brasil duas datas muito importantes
que marcam a assunção desta nação-continente no contexto das grandes nações do ocidente - 28 de janeiro de 1808, Sua Alteza
Real o Príncipe Regente Dom João decreta a Abertura dos Portos Brasileiros ao comércio internacional - e 9 de janeiro de 1822,
seu filho e então Príncipe Regente do Reino Unido do Brasil, Sua Alteza Real Dom Pedro néga-se a obedecer as ordens intransigentes
das Cortes Constituintes Portuguesas para que regresse à Europa e declara o "Fico" para felicidade geral da Nação Brasileira.
Isaac F. Katan
Dom João VI - Rei coroado no Brasil
Sempre que se lê ou se ouve uma narrativa, a veracidade
dos fatos pode estar comprometida na dependência da óptica de quem faz o relato. Assim acontece com a História e, neste caso,
entram implicações políticas, pois as realizações de uma determinada facção podem ser apresentadas de forma bastante deturpada
se o sucessor, no cargo ou na função, for de uma ala divergente.
Às vezes é preciso uma análise atenta para ver que
certos personagens, por seus legados, não podem corresponder à imagem que nos é passada. Como descobrir a verdade, em se tratando
de fatos ocorridos já há algum tempo? Uma das figuras bastante injustiçadas de nossa História Pátria é Dom João VI.
Circulam versões mostrando Dom João como alguém que teria muito pouca determinação e cujo trajeto teria seguido ao sabor dos
ventos. Entretanto, uma simples listagem dos feitos de Dom João, seja como Príncipe Regente, seja depois de sua coroação,
mostra que devemos a ele os primeiros passos do Brasil como nação.
Personagem particularmente visado pelos pseudo-historiadores
é D. João VI, o monarca posto pelas circunstâncias no leme da nau do Estado luso-brasileiro numa hora particularmente trágica,
na qual, sem deixar de ser um homem bondoso, clemente, até um tanto bonacheirão, foi um grande rei e soube desempenhar seu
papel histórico à altura das gloriosas tradições que representava.
Lançando bases para o grande Império Brasileiro
São ridículas e carentes de qualquer fundamento
histórico, mais ainda, são aberrantes do bom senso elementar, muitas das asserções freqüentemente feitas contra D. João VI,
como aliás também contra sua esposa, a caluniadíssima D. Carlota Joaquina. Como exemplo dessas absurdas asserções, veja-se
o seguinte trecho, extraído de um livro corrente no Brasil, a descrever o dia-a-dia de D. João VI: "Seu dia de trabalho começava
às 6 horas da manhã. Quase sempre vestia um velho casaco sujo, puído, de grandes bolsos. Só em ocasiões especiais trocava
o paletó pela farda vermelha com as condecorações. Depois das orações matinais, Dom João quebrava o jejum com frangos e torradas.
Então, guardava no bolso alguns pedaços de frango que comia enquanto concedia audiências aos fidalgos mais íntimos e ao pessoal
da administração" ("Grandes Personagens da Nossa História", Abril Cultural, S. Paulo, 1972, vol. II, p. 281). É espantoso
que dislates desses sejam postos ao alcance de qualquer leitor!.
No Brasil, felizmente, também fizeram justiça a D. João
VI historiadores sérios e conceituados como Oliveira Lima ("Dom João VI no Brasil", 2ª ed., Rio, 1945, 2 vols), Pandiá Calógeras
("Formação Histórica do Brasil", 4ª ed., S. Paulo, 1945, pp. 69-72) e Hélio Vianna ("História do Brasil", 3ª ed.,S. Paulo,
1965, vol. II, pp. 7-34).
Na realidade, D. João, Príncipe-Regente e depois Rei, soube
transformar em apenas 13 anos um Brasil que encontrou provinciano e acanhado em 1808, num Reino-Unido a Portugal, estuante
de vitalidade e de virtualidades que até hoje, decorridos perto de dois séculos, ainda não foram suficientemente exploradas
e ainda estão muito longe de se esgotar. Mais do que isso, soube prever a separação do Brasil de sua antiga Metrópole - intencionalmente
não falamos de independência, uma vez que o Brasil desde 1815, quando foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e aos
Algarves, já não era dependente de Portugal à maneira de uma província.
D. João VI sentiu que essa separação era inevitável e que
as circunstâncias a estavam tornando iminente. Soube prepará-la da melhor forma possível, deixando seu filho como primeiro
Imperador do Brasil novo. Conta-se que, ao partir para Lisboa, em 1821 - aliás a contragosto, pois pretendia ficar mais tempo
no Rio de Janeiro, consolidando sua imensa obra de criação de um império - teria dito ao filho: -"Pedro, apanha essa coroa
e põe-na sobre tua cabeça antes que algum aventureiro lance mão dela". O aguerrido e impetuoso Pedro I seguiu à risca o
conselho paterno. Sem a permanência da Dinastia de Bragança, o Brasil teria seguido destino análogo ao da América espanhola:
ter-se-ia fragmentado numa série de repúblicas e republiquetas.
Armando Alexandre dos Santos
Historiador e genealogista
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